Peço-te um fim.
Oferece-me um fim.
Compra-me um fim.
Dá-me um fim.
Só te peço um fim. Porque depois do fim, vem o início, e depois do início fica o fim.
Fim.
sábado, 18 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Dezembro.
O frio gela..
O frio corta..
O frio corrói..
O frio mente..
Hoje saí cedo, caminhei só, gelei os dedos, deixei os ossos em pó..
De olhar nublado, lábios cortados, casaco riscado, nós enregelados..
O gelo a cortar os pés, o frio a lamber as mãos.. caminhei só, deixei-me levar até ao fim.. ao fim, até ser pó.
O frio corta..
O frio corrói..
O frio mente..
Hoje saí cedo, caminhei só, gelei os dedos, deixei os ossos em pó..
De olhar nublado, lábios cortados, casaco riscado, nós enregelados..
O gelo a cortar os pés, o frio a lamber as mãos.. caminhei só, deixei-me levar até ao fim.. ao fim, até ser pó.
sábado, 9 de outubro de 2010
Gotas.. Almas.. Chuvas.. Choros.
Atenta ao dilúvio de almas que te lava a pele.. atenta.
São tantas que te perdes nas faces, que te perdes nos gritos, são tantas as que te deslizam suavemente pela pele.. não são nossas, são lá de cima.. sim lá de cima.
O céu anda zangado, anda, pois anda...
mas não arde em fúria, sim, simplesmente chora, sim. E chora...
Vamos deixá-lo chorar.
Vamos...
São tantas que te perdes nas faces, que te perdes nos gritos, são tantas as que te deslizam suavemente pela pele.. não são nossas, são lá de cima.. sim lá de cima.
O céu anda zangado, anda, pois anda...
mas não arde em fúria, sim, simplesmente chora, sim. E chora...
Vamos deixá-lo chorar.
Vamos...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Palpável.
Ainda apalpo o lado contrário da cama enquanto sonho... gosto de me certificar que não passa disso..
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Arrepio.
Deixo que me corte, deixo que me trace..
Toca, toca-me.
Hoje deixo que me cortes, hoje deixo que me traces..
Toca, toca-me.
Chama, chama-o, frio, deixa, deixa-o entrar.
Toca, toca-me.
Hoje deixo que me cortes, hoje deixo que me traces..
Toca, toca-me.
Chama, chama-o, frio, deixa, deixa-o entrar.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
16 de Setembro.
Hoje sei quem sou.. apesar de ainda ser o eterno desconhecido, vou vivendo, com tranquilidade. Vou observando o horizonte desfocado e vou semi-cerrando os olhos numa tentativa vã de voltar a focá-lo, não custa, logo a seguir espreguiço-me e esfrego os olhos..
A cada manhã uma nova distância, um novo caminho a traçar.
A cada manhã uma nova distância, um novo caminho a traçar.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
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